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Panqueca de banana + calda de morango

agosto 07, 2018 Falando de Receita ilustrada

Sábado é meu dia favorito da semana! Eu sempre acordo inspirada pra cozinhar coisas gostosas no café da manhã e, nesse último que passou, eu acordei com muita vontade de fazer uma calda de morango pra incrementar minha cotidiana panqueca de banana – afinal, não é todo dia que você encontra bandeja de morango por R$5 no supermercado aqui em Fortaleza, né?

Eu fiquei tão apaixonada pelo resultado, que resolvi compartilhar a receitinha aqui com vocês! Com a paixão adicional pela aquarela e a instigação pós-curso de estudar bastante, saiu mais uma receita ilustrada aqui no blog! Xeu mostrar pra vocês como faz tanto a panqueca quanto a calda:

A receita da panqueca é da minha nutricionista, na verdade, e faz parte do meu plano alimentar. Eu gosto dela assim, sem açúcar nenhum, porque a banana já é bem docinha <3 Antes eu fazia com farinha de trigo no lugar do farelo de aveia (não confundir com farinha de aveia nem com aveia em flocos), mas o farelo me dá uma sensação de saciedade maior! Essa proporção serve uma pessoa, tá? É o que eu geralmente como antes de ir pra academia 🙂 famoso ~pré treino~

E agora, a parte que parece difícil (mas nenhé!): a calda de morango ♥ se você é que nem eu, que gosta de otimizar o tempo na cozinha, o meu conselho é você fazer primeiro a calda, e deixar ela cozinhando enquanto faz a panqueca (que fica pronta rapidinho!). Quando eu fiz, meus morangos tavam bem azedinhos, e coloquei também um pouquinho de mel (além do açúcar) pra dar uma adocicada; só que ficou doce demais, e fui colocando água aos pouquinhos pra dar uma diluída no doce! hahaha! Sobre o uso do óleo, eu coloquei pensando em acelerar o processo de cocção – já vi a Jess fazer calda sem óleo nenhum, só no combo açúcar + água. Ah! Essa receita deu pra duas panquecas 🙂

Ilustrações!

Agora deixa eu mostrar pra vocês um pouquinho de como nasce uma receita ilustrada?

Eu sempre registro todas as ideias num sketchbook, geralmente usando miniaturas, só pra não esquecer. Depois disso é que ponho a mão na massa! Eu já sabia que queria os nomes principais escritos à mão, daí fui testando numa folha de rascunho até encontrar alguma coisa que me agradasse.

E agora deixa eu me gabar das ilustrações que fiz pras receitinhas! 😀 Fiquei muito orgulhosa especialmente dos morangos e dos ovos (sempre é aquela treta representar alguma coisa branca na pintura, né?), tudo feito com aquarela no papel prensado à quente da Canson (Moulin du Roy).

Pra passar as pinturas e letterings pro computador, eu uso um scanner velhinho que já me acompanha há pelo menos dez anos, e depois edito tudo no photoshop! 😀 Clicando aqui, você pode ler o post que fiz explicando como digitalizo e trato minhas aquarelas usando scanner 🙂

~

Eu sei que a mistura é meio inusitada, mas eu passei uma colher de pasta de amendoim e depois uma colher de calda de morango, e olha, achei muito bom. Na companhia de um café quentinho e assistindo sua série favorita no sofá, essa é a minha maneira preferida de começar o final de semana. :~)


Lápis de Cor Metálicos & Aquareláveis da Derwent

junho 26, 2018 Falando de Equipamentos

No final do mês passado, recebi um convite super especial para ser ilustradora parceira da Derwent Brasil! ♥ Eles me pediram pra elencar alguns produtos que fossem úteis pra mim, e os que mais me chamaram a atenção foram o apontador elétrico (fiz um vídeozinho demonstrativo no instagram) e os lápis de cor metálicos aquareláveis. Quem me acompanha há mais tempo talvez lembre da resenha dos lápis de cor aquareláveis comuns que fiz há uns quatro anos (!), que fiquei maravilhada com a embalagem e com a qualidade da cobertura e pigmentação. É um prazer imenso poder fazer essa resenha aqui no blog, agora, nesse novo momento, e espero que vocês curtam 🙂 Vamo simbora!

Apresentação

tirei as fotos depois de testar os lápis, por isso alguns já tão menorezinhos! hihi

A embalagem é um estojo de metal contendo 12 cores, bem organizadas por nomenclatura e numeração – pra quem gosta de deixar os estojos sempre arrumadinhos no arranjo original é uma mão na roda, e é ótimo também para quem gosta de registrar as cores pra referências futuras. A paleta de cores vai do cinza ao verde, apresentando o que considerei como cinco neutros (silver, pewter, antique gold, bronze, copper), três cores mais quentes (yellow, red, pink) e três mais frias (purple, blue, green).

As cores (testes & experimentos)

(se você esfregar bem o pincel, quase não fica textura do lápis de cor na folha! :O é bem solúvel mesmo!)

Confesso que estava muito curiosa pra saber qual ia ser o grande diferencial do aspecto metálico nas cores depois de aquareláveis, e acredito que tem a ver com o nível de saturação; as cores têm esse caráter um pouco menos brilhante, e depois de seca, a tinta ganha um leve brilhinho, mas não chega a reluzir. Na foto acima, eu mostro um detalhinho do pigmento metálico que fica no pincel e dá esse acabamento diferentex na pintura.

Eu adorei testar no papel preto, e acho que é aqui que os lápis mais se destacam e dão uma reluzida de leve, em especial o silveryellow. Testei em papel sem ser pra aquarela, liso mesmo, sem textura, e deu pra perceber que a cobertura é muito boa, e que os lápis são super macios.

aplicação das cores em papel preto, lápis seco

teste em papel para aquarela, lápis seco + aquarelado

E aqui fiz um experimento trabalhando o preenchimento com o lápis de cor aquarelável direto no papel + água, sobreposições, luz x sombra e interações entre as cores, que são bem pigmentadas. A cobertura é muito boa, precisa de pouco pigmento de lápis no papel pra fazer uma pintura bem preenchida. Ah! A tinta branca por cima do balãozinho é da caneta Posca. Fiz um timelapse bem humilde que tá lá no meu IGTV, pra quem quiser conferir um pouquinho do processo 🙂

Resumo da ópera

Resolvi fazer uma lista de vantagens e desvantagens pra deixar essa postagem bem explicadinha:

 

+++ pigmentação  (não precisa pintar muito com lápis no papel para ter um bom preenchimento)

+++ cobertura

+++ solubilidade na água – tanto quando se usa a água por cima da pintura já feita no papel, como quando se retira a cor direto da mina. Quase não aparecem os grãos!

+++ maciez

– distribuição de cores – fiquei com a sensação de que as cores antique gold, bronze e copper são muito parecidas e poderiam dar espaço para outras.

– fidelidade da cor da embalagem para o papel – especialmente com as cores pinkred, a cor apresentada no lápis é bem diferente da que se vê no papel.

– o metalizado não aparece em superfícies mais claras, só se vê o efeito aplicado em fundos mais escuros.

 

E não poderia finalizar esse post sem agradecer à Derwent e à Tilibra (que é a representante oficial da marca no Brasil) pela maravilhosa oportunidade de receber esses produtos incríveis. Isso significa muito mais que uma parceria – pra mim, é uma forma de validação muito concreta do trabalho que faço e dos ideais que busco seguir e colocar em prática. ♥

Links úteis


O meu melhor

junho 04, 2018 Falando de Pessoal

Atenção: esse é um post extremamente pessoal sobre ansiedade.

Esses dias me peguei em mais um episódio de ansiedade (obrigada, terapia, por me ajudar a identificá-los!): com todas as pendências do mundo nas costas, me sentindo pesada, irritada, e ao mesmo tempo desanimada, sem muita vontade de fazer nada pra mudar essa situação. Angústia. Nessas horas, acho que ser freelancer e morar sozinha faz tudo parecer pior, porque a culpa vem em dobro. Ter um histórico de sempre ser tão exigente e dura comigo mesma também é um inflamador, porque nada nunca tá bom o suficiente, ou sempre poderia melhorar, e uma luz piscando o tempo todo lembrando de todos os pontos da vida que tão mal resolvidos, como eu preciso ser um ser humano melhor, preciso levar meus gatos no veterinário, preciso aceitar as diferenças, preciso comprar ovo, preciso fazer compressa quente pro meu joelho inflamado, tô me achando meio feia hoje, não tenho tempo pros meus projetos pessoais, não tô evoluindo como artista, sou uma péssima amiga, etc etc.

Apesar de saber identificar esses episódios, existe ainda uma longa distância entre esse ponto e o de solucioná-lo. Porque antes de entender que é ansiedade, por muito tempo ainda é incompetência, ainda é culpa, ainda é esgotamento, cansaço mental. E aí teve esse dia de glória que, no meio dessa tempestade de pensamentos ruins, eu consegui entender que era mais um episódio. Como é bom estar consciente de novo! Eu não sei como foi que isso aconteceu de fato (adoraria ter a receita!), mas suspeito que um passarinho azul tenha levado todas as coisas pesadas que tavam pairando na minha cabeça embora.

Vou ficar me esforçando pra lembrar que eu não sou uma pessoa ruim, eu só tenho ansiedade. Que eu não dou conta de tudo, e que tá tudo bem. Tá tudo bem não conseguir, tá tudo bem errar, falhar, atrasar, não ter certeza se tá na direção certa. Dar um passo pra trás também faz parte do processo de tentar chegar em algum canto – pelo menos a gente tá tentando, mesmo sem saber muito bem onde é.

Se o seu passarinho azul ainda não te disse isso hoje, respira bem fundo e prestenção: vai ficar tudo bem. Você tá fazendo o melhor que você pode. ♥


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