Lápis grafite - Juliana Rabelo
Visite o portfólio!

Pesquisar

Lápis grafite

março 19, 2013 Falando de Equipamentos

Já faz algum tempo que eu me programo pra fazer um post explicativo sobre materiais de desenho, e acho que esse feriado veio na hora certa. A partir desse post, surge a tagequipamentos“, e através dela vocês vão encontrar todas as postagens relacionadas a esse assunto! Hoje, vamos começar com os materiais pra técnica do lápis grafite.

Primeiro de tudo, uma das coisas mais importantes: o papel.
É, gente, chegou a hora de abandonar o Chamequinho. Com o passar do tempo, eu descobri que ele é um ótimo papel pra impressão e pra rascunho. E só. Isso se você for uma pessoa apegada a todos os desenhos que faz, assim como eu. Caso contrário, não vai ter problemas ao encontrar um desenho antigo com esse tipo de manchas…
E foi isso que aconteceu com um desenho meu, de 2002, porque eu usei um papel sujeito à ação dos ácidos. Para que isso não aconteça com vocês, sempre procurem por papéis que tenham o selo acid free/livre de ácidos na embalagem!
Na minha humilde opinião, o Canson tem um ótimo custo/benefício: ele não é tão caro, pode ser facilmente encontrado nas papelarias, tem uma gramatura boa pra grafite (200g/m²), pode ser encontrado nas cores creme (eu acho que o creme absorve mais o material) e branco, e tem uma textura excelente:
***
Tendo o papel adequado em mãos, a gente já pode passar pro lápis grafite.
Por muito tempo, eu achei que os lápis da Faber Castell eram os melhores do mundo pra sempre. Na verdade, eles são ótimos, sim. Esses, que vocês tão vendo na foto, estão aguentando firmemente desde o começo do meu curso (o que já faz quase 5 anos, por isso que eles estão tão acabadinhos), e nunca tive do que reclamar. São relativamente baratos, e dão o resultado esperado. O bacana é que você tenha, pelo menos, um HB ou B (para os esboços), um 2B ou 3B para o traçado definitivo, e um 5B ou 6B para trabalhar a gradação dos tons. Lembrando que, quanto maior a gradação do lápis, mais poroso e macio ele será. Isso quer dizer que, sempre -ou quase sempre-, ao fim do seu trabalho com lápis grafite, uma parte da sua mão estará pintada. No meu caso, a mão, o braço e a mesa! Mas um simples pedaço de papel (ou um paninho) por baixo da sua mão podem resolver o problema.
Se você quer investir um pouco mais na técnica, esse estojo da Staedler é uma excelente opção. É caro? É. Mas é lindo. É fofo. Tem desde o F até o 6B. É um estojinho de metal. Eu sou apaixonada por materiais, então não hesitei quando vi esse aqui dando sopa. E acho que foi uma das minhas melhores aquisições, porque eles colocam os nossos amados Faber Castell no chinelo. 
***
Terminei meu desenho, agora quero esfumar. Se você não curte sujar os dedos (que nem eu fiz com o pastel seco há alguns dias), e tá com um dinheirinho sobrando, a melhor opção são os esfuminhos.
Esses da foto são os meus, e estão igualmente derrotados, porque foram comprados na mesma época dos lápis da Faber. Mas prometo que, quando vocês forem comprar, eles estarão bem branquinhos 🙂 O bacana é ter um mais fininho (o meu é o 2, mas também tem o 1, que é ainda mais fino) e um mais grosso, pra trabalhar áreas menores e maiores, respectivamente. Ou então, comprar de todas as espessuras, só pra esbanjar 😀 Eu tô com esses dois há cinco anos, e até agora não precisei de outros… Mas…
A dica mestre pros esfuminhos são pra limpeza. Alguns conhecidos meus já tentaram apontar o esfuminho, e sabem o que aconteceu? O esfuminho começou a descascar, até virar um monte de papel. Pois é, minha gente, o esfuminho nada mais é senão papel prensado. Então, não apontem! Existe um instrumento muito tecnológico e avançado para fazer esse trabalho pra vocês…
Isso aí: uma lixa/serrinha de unha! o/
***
Para fazer as pontas dos lápis, qualquer apontador resolve. Na minha opinião, o melhor apontador do mundo é um bom estilete, mas se você quer realmente investir em um bom apontador, compre um mecânico/de mesa: são aqueles que tem a manivela. Eles te dão maior precisão, não sujam sua mão (nem sua área de trabalho), e ainda deixam a ponta do seu lápis beeeeeeeeeeeem apontadinha.
Finalmente, as borrachas! Apresento-lhes quatro alternativas: primeiramente, a velha e boa borracha branca da Faber. É indicada para limpar as áreas maiores, é vendida em vários tamanhos por um precinho amigo! Fora que elas duram uma eternidade. Bom, não necessariamente as borrachas brancas precisam ser da Faber Castell. É só ter cuidado na hora de comprar, pra não trazer um produto ruim pra casa. Eu sou cheia de borrachas fofinhas que só servem pra enfeitar… Que bom e que ruim, se é que alguém vai entender. 
Ah! Uma vez, alguém me disse que as borrachas pretas também são excelentes, mas eu não lembro de já ter testado.
A segunda opção é a lapiseira borracha, borracha lapiseira, whatever. Elas são muito boas pra quem não tem facilidade em controlar a borracha maior, além de te proporcionarem maior estabilidade na hora de apagar. O ideal é que a borracha seja bem presa às garrinhas da lapiseira, caso contrário a borracha ficará afundando à medida que você for apagando…
A terceira alternativa são os lápis borracha, lápis borrachas (galera do português, ajuda aqui na pluralização!), sei lá. Eles são ótimos pra apagar áreas bem pequenas, mas cuidado: essas beldades são traiçoeiras. Além de deixarem uma poeirinha péssima no desenho (poeirinha = você vai querer tirar = você vai querer passar a mão = o grafite vai borrar), se usadas com muita força ou intensidade em uma mesma área, elas podem rasgar seu papel. Sim.  Rasgar seu precioso papel. 
Por último, mas não menos importante, a borracha de goma! O cara da papelaria me vendeu dizendo que ela servia pra apagar coisas em papel vegetal, mas eu nunca a usei pra isso. O fato é que ela é excelente pra apagar lápis, e o melhor de tudo é que ela não solta a poeirinha! Como ela é totalmente flexível (algo parecido com massinha de modelar + chiclete), dá pra destacar pedacinhos dela e apagar áreas menores. Tenho a impressão de que essa borracha vai ficar pros meus filhos, porque… Ela simplesmente não acaba!
***
Pronto, gente. Depois de quase uma hora, terminei a primeira postagem da série “equipamentos” 🙂
Espero que vocês tenham gostado! Qualquer dúvida, deixem aqui nos comentários ou lá no Facebook!
Beijos e até a próxima!



Comente pelo Facebook

Ou comente por aqui:

CommentLuv badge

20 Respostas para "Lápis grafite"

Regina Almeida - 19, março 2013 às (19:53)

Muito bem Juliana! vou mandar o link para meus alunos que gostam de desenho e não tempo para fazer cursos presenciais. Parabéns!

Responder

paula - 19, março 2013 às (19:54)

Muito legal Juh!

Responder

erick art draw - 19, março 2013 às (20:25)

ai poderia falar sobre materiais tipo esse lapis serve isso e aquilo espalhar o grafite com isso ou aquilo ,entendeu

Responder

Fer - 19, março 2013 às (21:22)

Essa borracha de goma conheço como "limpa tipo", além de apagar, uso para dar efeitos de luz no desenho, é muito boa! =)
Minha próxima aquisição será esse estojinho da Staedtler, estou há tempos paquerando um, haha 🙂
Adorei o post!!!
Beijos!

Responder

Maria Emilia - 19, março 2013 às (23:55)

Nossa, que ótimo post. Obrigada por compartilhar! Você expôs de um modo bem claro suas experiências. Vou anotar tudinho!! (Essa marmitinha com os lápis é muito fofa!!)

Responder

Maria Emilia - 20, março 2013 às (10:43)

Oi Juliana!

Achei que não tinha perguntas, mas tenho sim…rs

Você menciona os lápis 2B ou 3B para traço definitivo. Então é possível usar os lápis grafite para finalizar desenhos depois de coloridos? Eu fiquei pensando nisso, e se for usável imagino que pode ser muito melhor.Ultimamente tenho gostado muito mais dos meus desenhos na fase do lápis, do que depois, ao colorir, pois contorno com lápis de cor preto. Acho que perde muito das linhas originais, fica diferente do que imaginei. Á caneta acontece a mesma coisa. Mas se for o caso de usar o grafite antes de passar as cores, outra pergunta, ele suja muito, e altera a pintura?

bjins e desde já, obrigada!

Responder

Juliana Rabelo - 20, março 2013 às (22:57)

Oi, Maria Emilia! Quando falo de traço definitivo, me refiro àquele que sucede o esboço, ou seja, o traço que realmente "tá valendo". Mas nada impede que você utilize os lápis grafite para finalizar seus desenhos! O ideal seria adicionar as cores e somente depois fazer os contornos, pois os lápis mais porosos (4b em diante), quando friccionados por outros objetos, podem deixar o grafite se misturar a eles, causando a alteração da pintura que você falou 😉

Responder

D@NI - 21, março 2013 às (00:05)

ola Juliana! gostaria de saber c vc pode me indicar onde comprar esse estojo da StaedleR,ALGUN SITE OU LOJA ! OBRIGADA

Responder

Gabriela - 21, março 2013 às (16:29)

Oi Juliana!

Admiro muito o seu trabalho. Desculpa se vai parecer rude, mas é um misto de amador com super experiência, por isso amei. Enfim, tenho uma perguntinha, no caso dos lápis, como desenho só como terapia, os da faber podem realmente ser uma boa opção?! Agradeço desde já a paciência e pela resposta.

Responder

Maria Emilia - 21, março 2013 às (16:45)

Obrigada Juliana! Estou agora providenciando alguns materiais e já comecei a fazer aluns testes!Já deu pra perceber que eu preciso de um esfuminho!! rs

abraços!

Responder

Karolainy Stéfane S - 21, março 2013 às (19:34)

Oi Juh,eu também uso seus métodos para desenhar,e vc tem talento! Continua assim menina que vç vai longe,as pessoas falam isso comigo,por que não viram os seus! Se verem,vou me ver uma formiguinha!! Aprecio teu blog,tua page do facebook,e sinceramente? VOCE É ÓTIMA! BJS

Responder

Bia Monteiro - 22, março 2013 às (03:00)

Adorei o post, foi bem objetivo e interessante. Eu sou estudante de arquitetura e como estou no começo da faculdade tenho muitas duvidas sobre quais materiais comprar e em que investir. Com certeza vou acompanhar seus posts e estou ansiosa pelo post sobre lápis de cores!! Boa noite!!

Responder

Juliana Rabelo - 22, março 2013 às (18:42)

Oi, Gabriela! Não há nada de rude na sua dúvida 🙂 Os lápis da Faber são ótimos! O problema é quando a gente começa a usar os da Staedler! hihihi

Beijos!

Responder

Carol Frandsen P. Costa - 14, abril 2013 às (19:19)

Melhor post sobre materiais de desenho que já li até agora. Me identifiquei muito, rs. Consegui tirar umas dúvidas bobas que não tinha pra quem perguntar.. (por exemplo, à respeito da borracha-goma, que eu herdei de uma pessoa desconhecida que a melecou toda com óleo, e até então eu não tinha certeza do aspecto certo que ela tinha que ter). O ruim é que agora tenho mais uma lombriga de materiais: esses benditos Staedler! Mas os meus Faber/Cis são tão comportadinhos, kkk. Dá dó de trocá-los assim, só por desejo. Enfim, adorei. Parabéns pelo trabalho.

Responder

Aline - 06, maio 2013 às (01:08)

Você vai dizer também quais equipamentos você utiliza para as pinturas?

Responder

Izzy - 20, junho 2014 às (16:14)

Kkkk. "Tenho a impressão que a borracha vai ficar para os meus filhos"
Eu ultimamente tenho investido em lápis grafite da Faber que tem um precinho mais razoável e como eu dependo do meu pai e não quero levar ninguém a falência!
Ah! uma dúvida! O papel vegetal é bom pra desenhar?

Responder

Daniel Console - 18, setembro 2014 às (03:08)

Primeira vez comentando aqui, vamos lá. A borracha de goma (chamam por aí de limpa-tipo ou borracha miolo de pão, também, vai entender) realmente nunca "acaba", mas ela vai absorvendo tanto grafite que chega uma hora que para de apagar. Quando ela fica muito escura tem que trocar sim :/ e outra coisa, parece que ela apaga melhor quando ta morna, então se vc for segurando ela enquanto desenha com a outra mão fica melhor. Espero ter ajudado (?) e adoro seu blog <3

Responder

Katharina Dupont - 20, julho 2015 às (21:30)

Ju, já experimentou o Mono?
É japonesa e comprei em uma lojinha da Liberdade, ela consegue apagar 9B sem manchar nem nada, é realmente muito boa e vale cada centavo que pagamos
beijos , tô apaixonada no seu site e já compartilhei na minha página do Face, chamada Entremundos Tarot

Responder

Juliana Rabelo - 22, julho 2015 às (21:21)

Oi, Katharina, tudo bem? Já experimentei a Mono (e também a da Staedtler, que é maravilhosa!), sim, tô precisando atualizar esse post (ou fazer um só com as minhas borrachas preferidas) =~ Muito obrigada pela indicação, de toda forma! <3

Fico feliz que tenha curtido meu blog, e obrigada por divulgá-lo!
Seja sempre bem vinda por aqui :~)

Responder

Karyna Pirola - 06, setembro 2015 às (23:32)

Oi, Ju!
Deixa eu te perguntar… pra que servem os lápis H e F? Tipo, 4H, 5H….
Eu só vejo o pessoal falando das variações dos B
bjs

Responder

Curso de Aquarela

<div class="titulo curso-de-aquarela"><h6>Curso de Aquarela</h6></div>

Mora em Fortaleza e quer aprender aquarela? Eu ofereço turmas regulares no Estúdio Daniel Brandão. Clica aqui pra saber mais! ;)

Ju Rabelo na sua cidade!

<div class="titulo ju-rabelo-na-sua-cidade"><h6>Ju Rabelo na sua cidade!</h6></div>

Quer uma oficina de aquarela na sua cidade? Então clica aqui pra cadastrar seus dados! :)

Receba as atualizações no seu e-mail! Assine abaixo e fique sempre por dentro das novidades:


Juliana Rabelo • todos os direitos reservados © 2018 • powered by WordPress • Desenvolvido por Responsivo por