1 março 2014 arquivado em: Blog Equipamentos

Oi, gente! A tag equipamentos tem como objetivo mostrar pra vocês as ferramentas que eu utilizo nas minhas ilustrações, pra vocês conhecerem e – dependendo do post – saberem como manusear 🙂 O post de hoje foi sugerido pela Suelen Lima (Suelen, se você tiver algum site pessoal, põe o link nos comentários, pra eu te linkar aqui!) lá no facebook há algum tempo, e hoje decidi falar e mostrar um pouco sobre os pincéis que uso em minhas aquarelas, e também sobre um em específico que raramente uso, mas que é bem interessante. Então vamos lá!

Acredito que a dúvida de muitos de vocês deve ser: qual o melhor pincel pra aquarela? E eu respondo que isso é algo que você vai ter de descobrir sozinho, praticando, estudando, penando, treinando; cada pessoa tem seu tipo favorito de pincel: o meu, por exemplo, são os triangulares chanfrados (falo deles daqui a pouco), mas existem pessoas que preferem os redondos, os língua de gato, e por aí vai. Mas uma coisa é certa: pincel pra aquarela tem de ser macio. Quanto mais macio, menos rastro das cerdas ele vai deixar, e provavelmente mais água ele vai absorver (e “sustentar” ao longo da aguada).
Claro que, dependendo do efeito que você quiser fazer, é interessante usar um pincel de cerdas mais duras. Mas aí são outros quinhentos. Vamos manter o foco nos pincéis mais utilizados pra aquarela, certo?
Separei alguns pincéis pra mostrar pra vocês as possibilidades de cada um, e fiz pinceladas contínuas em diferentes ângulos: de cima para baixo: o pincel como está na foto; em pé; com inclinação diagonal; e por último, com movimento zig-zag. Percebam os formatos e os acabamentos que cada tipo de pincel permite: o língua de gato confere uma “listra” arredondada, mais orgânica; o chato permite efeitos mais marcados e angulosos, enquanto o redondo -como o nome sugere- é responsável pelos acabamentos orgânicos e menos angulosos.
Com uma foto mais aproximada, é mais fácil observar os formatos das cerdas dos pincéis e os acabamentos que cada um permite.
Aqui, o meu atual pincel favorito: apesar de ser um nº 6, ele é bem “pomposo” de cerdas, então ele acaba “sustentando” a mistura de água + tinta por muito mais tempo que os outros pincéis que tenho por aqui; o que mais gosto nele são os acabamentos: diminuindo a pressão sobre a folha, você pode ter uma pontinha triangular (não é à toa a classificação); aumentando a pressão, você consegue um traçado mais firme e largo, sem tanta angulação. Como ele é “gordinho”, o zig-zag fica também menos anguloso (comparem com os outros pinceis que mostrei acima), o que é ótimo na hora de preencher áreas maiores.
O pincel leque entra na categoria dos interessantes. Raramente uso esse pincel, mas quis colocá-lo nesse post pra mostrar as possibilidades que ele oferece. Como vocês podem ver, ele confere ao papel esses traçados múltiplos; então penso que seja interessante pra paisagens: folhagens, cachoeiras… E tudo que tem muita textura. Esse é um nº 2, e eu já acho ele muito grande… Imaginem os de numeração maior! 
E por falar nisso: qual numeração é a melhor? E novamente, a resposta é: qual a numeração melhor pra você? No meu caso, que a maioria dos trabalhos são feitos em papéis relativamente pequenos, meu pincel de maior numeração são esses nº 10. A numeração tem a ver com a espessura do pincel, o que implica na área de cobertura que ele pode oferecer e na quantidade de água + tinta que ele pode suportar.
Ao mesmo tempo que os pincéis de maior numeração são ideais para o preenchimento de grandes áreas, eles podem ser ótimos para preencher espaços menores (dependendo do efeito que você quer causar). Também são maravilhosos para fazer aquele efeito de tinta escorrendo que a maioria de vocês é apaixonado.
Já os pincéis de menor numeração são mais indicados para detalhes e preenchimento de áreas pequenas. Tenho pincéis que variam entre o nº 0000 (♥) e o nº 2. Sempre são ótimos para os cílios, contornos, cabelos e para delicadezas em geral.
E agora? Qual pincel eu compro? Eu sempre aconselho meus alunos a terem pelo menos dois: um mais fininho e um mais espesso. No mínimo. Os arredondados tendem a ser os mais bem aceitos no primeiro contato, porque prometem traços menos marcados, o que facilita na hora de preencher o desenho. Mas aí fica à critério de cada um! Há de se avaliar fatores como necessidade, experiência e investimento.
E já que estamos falando de dinheiro, vamos a um assunto importante: marcas. Isso é outra coisa que vai depender do quanto você está disposto a aprender aquarela e a investir na aquarela. Porque se você está determinado a aprender, vai ficar praticando e pretende se aperfeiçoar mais e mais, é bacana investir em pincéis de marcas “melhores”, como Van Gogh, Rembrandt, Cotman, Talens, Da Vinci, dentre outras muitas. O preço é chocante? É. É difícil gastar 20 reais em um pincel? É. Mas é como eu falei: vai depender das suas intenções. Por experiência pessoal, eu posso garantir que não tem sensação melhor do que aquarelar com equipamentos de boa qualidade. Mas claro: comecei com materiais mais acessíveis, até porque não tinha conhecimento nenhum em aquarela, não sabia se iria me motivar a continuar praticando e preferi adquirir pincéis mais acessíveis.
Por outro lado, existem as linhas artísticas das marcas Tigre e Condor, por exemplo, que são ótimas! Nos cursos que ministrei na UFC, no Sesc, no Baião Ilustrado, e mesmo nos que foram ministrados aqui em casa, os alunos usavam esses pincéis e os resultados sempre foram bem bacanas.
Comprei todos esses pincéis que mostrei no post em Coimbra sdds 1000, na Papelaria Marciano; com exceção do Keramik, que ganhei no curso intensivo de aquarela que fiz com o mestre Alarcão, aqui em Fortaleza (♥ ♥ ♥ ♥). Mas vocês podem jogar no pai Google e pesquisar lugares e preços 🙂 Lembrando que os pincéis que mostrei aqui não são necessariamente os pincéis certos para aquarela, e sim os que eu mais gosto e uso.

EDITADO (25/06/15): Recentemente comprei alguns pincéis novos, e queria acrescentá-los aqui no post, para que vocês também os conheçam 🙂


Bom, o post ficou um pouco longo, mas espero que tenha sido esclarecedor pra vocês 🙂 Quaisquer dúvidas que vocês tiverem, podem deixar nos comentários, que vou tentar respondê-las individualmente ou em um post futuro. 

EDITADO (25/06/15): Se você gostou desse post, provavelmente irá gostar também de conhecer o fabuloso pincel de cerdas naturais, e também o pincel com reservatório! Para conservar seus pincéis por mais tempo (e evitar que ele fique descascado, igual a esse meu nº 1 da Cotman), sugiro esse post. 🙂

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Beijinhos!
tags:
2
amaram
    Meus pincéis favoritos (aquarela e guache)
    O fabuloso pincel de cerdas naturais

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