23 junho 2012 arquivado em: Blog pessoal
minhas três peças prontas nas moulages

— Juliana, você está atrasada.

Mas eu nem tava. Cheguei 14h40, horário que eu achava que dava pra arrumar os equipamentos e -finalmente- iniciar a apresentação. Mas não. Quando a última componente da banca examinadora chegou na sala, eu ainda estava apanhando do datashow. E, graças ao suporte do Gustavo (vocês vão cansar de ouvir esse nome por aqui…) e do Juanzinho, consegui! 15 ou 20 minutos atrasada, mas consegui.
E comecei a me empolgar tanto que, quando percebi, estava olhando para uma plaquinha com um “10” escrito. De 10 minutos que me restavam. O desespero. Uma metralhadora humana, munida de palavras. Dois meses em 10 minutos, 63 páginas em 10 minutos. Eu já sabia que era impossível. Aí abri mão do meu perfeccionismo de virginiana e me deixei levar pela angústia de que os slides simplesmente terminassem. Outra plaquinha: 5 minutos.  Mais bala. Ao menos foram balas certeiras, que atingiram os alvos em cheio.
o último slide! ah, que alívio!
— Obrigada, Juliana, pela sua apresentação. Abrimos espaço para os comentários da banca examinadora.
E foram as palavras que, dentre tantas outras coisas, diziam que todo o esforço e o sacrifício tinham valido a pena. “Um trabalho conciso”, a “escrita fluida, gostosa de ler”. Elogios que nem os “poucos erros de digitação e formatação”, “algumas contradições” e “pouco investimento na modelagem” foram capazes de ofuscar. Foram palavras de três pessoas que acompanharam toda a minha trajetória dentro do curso. Elas sabiam o que estavam falando e pra quem estavam falando. E eu diria que elas falaram tudo que eu queria ter ouvido, e até mais. Nada combinado. Um sorriso meu a cada frase delas. 
— Agora, peço licença a todos para que possamos discutir a nota da Juliana.
Não sei se foram 10, 15, 20 ou 30 minutos de espera. Pareceu uma hora. Como se não bastasse a angústia vivida ao longo desse maldito semestre, a angústia nos momentos finais, a angústia ao apresentar o trabalho… Ainda era preciso passar pela angústia que mais me apavora: a de ter de esperar e não poder fazer nada. O lado bom foi que, enquanto as professoras resolviam que nota atribuir, pude tirar fotos com as pessoas super queridas que tinham ido me assistir!
Rafa e Luquinhas, amigos do Juan (que eu tomei posse! muahahaha!)

os sempre presentes! ♥ (faltou a Thamires, que tava do outro lado da lente!)
todos os lindos reunidos! algumas pessoas não puderam esperar para o restante da “cerimônia”… mas eu perdoo vocês!
— Juliana, pode entrar.
— Você vai ter que ser bem madura para compreender a sua nota.
E mais outra surpresa: a nota máxima.
Tão surpresa, que minha única reação foi sorrir. E sentir como se tivesse me libertado de alguns rinocerontes presos às minhas costas.
A Ata que me foi entregue simbolizava a carta de alforria.
Bem vinda à vida social, Juliana! Sentimos sua falta!
Esse foi o vídeo exibido durante a apresentação:

Dirigido e editado pelo Gustavo (sim, ele de novo!), com a super assistência da Thamires.

E aqui são algumas coisas que já tão prontas pra serem vendidas (tem uma descrição bonitinha e várias outras coisas legais na Fanpage! e ainda, agora temos uma nova aba: produtos! Check it out!):

Acabou, minha gente. Acabou! =~)
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amaram
    Projeto Composição + modaparamim
    III Media Week

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