19 setembro 2014 arquivado em: Blog
Depois de muito tempo ausente do Rotaroots, cá estou eu mostrando um pouco do meu lado pessoal pra vocês; na blogagem coletiva do meu mês mês de setembro, um dos temas foi sobre a sua definição deindependência, e é nesse post de hoje que venho falar sobre isso pra vocês.
Ao contrário das muitas pessoas que associam independência ao fator financeiro, eu sempre associei à liberdade de fazer o que eu quiser, do jeito que eu quiser e na hora que eu quiser. Lógico que pra muitas dessas coisas (pra quase todas, na verdade) você precisa de dinheiro, mas minhas conquistas pessoais sempre estiveram muito mais ligadas às ações do que ao valor (financeiro) delas, em si.
Sempre tive uma essência um pouco rebelde, desde cedo. Muito nova, eu já tinha dois furos em cada orelha. Pouco tempo depois, furei o terceiro, e alguns anos mais tarde coloquei um piercing em uma delas (e senti uma das maiores dores da minha vida). Mas algo que eu sempre quis foi ter o cabelo colorido, e meus pais nunca deixaram. Um dos dias mais libertadores da minha vida foi o dia em que eu secretamente descolori, sozinha, uma mecha do meu cabelo e pintei de rosa, com papel crepom!
 minha saga de pintar os cabelos, nos fins de 2013. 
Meu conceito de independência está muito mais relacionado à expressividade e liberdade de expressão. Ser tela dos meus sentimentos, intervir em mim mesma. Furar minhas orelhas, pintar e cortar meu cabelo quando e como der vontade, e – mais recentemente – ter finalmente feito minha tatuagem foram grandes divisores de águas na minha vida, além de terem sido super importantes na construção da minha identidade e no meu processo de autoconhecimento.
Outra coisa que me faz sentir bastante independente é o fato de remar contra a corrente (e provar que dá certo, sim, ir por um caminho diferente!), principalmente quando o assunto é trabalho. Desde que percebi que posso viver de ilustração, me senti super independente! Em um contexto que me força a acreditar que o certo seria eu trabalhar em uma confecção, em chão-de-fábrica, não tem nada mais libertador do que poder trabalhar com o que eu amo.
Não posso desconsiderar a parte chata dessa independência, que veio basicamente em forma de pagamento de contas e resolução de pequenas burocracias do dia-a-dia: cancelar plano telefônico, marcar consultas e exames, resolver problemas com banco e planos de saúde… Saber que você meio que está por sua conta, e que ninguém pode fazer nada por você. Você é seu próprio responsável.
O maior choque de independência que levei foi quando fui ao hospital, sozinha e doente pela primeira vez. O simples fato de não ter ninguém pra ceder o ombro pra você encostar a cabeça é horrível. E depois ter de ir na farmácia – ainda sozinha e doente – para comprar seus remédios. Tomá-los por conta própria. Fazer os exames sozinha. Levar os resultados de volta pro médico. Chegar em casa cansada e não ter ninguém pra ficar te adulando. Mas a melhor parte disso é ficar curada, trocar a roupa de cama e acordar sendo uma pessoa mais forte e resistente.
O fato é que, mesmo com a parte chata sendo sempre presente, eu não trocaria minha independência dos 22 anos (quase 23!) pela minha ‘dependência’ de anos atrás. Meu contato com essa independência ainda é bastante recente, mas posso afirmar uma coisa com certeza: ser responsável por si é uma função de grande peso que às vezes te maltrata, mas sempre te faz crescer, faz ser uma pessoa melhor. Eu acho que sou melhor, hoje. E eu ainda tenho muito o que melhorar.

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

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amaram
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